Estrada Municipal da Fazendinha, km 7. Piedade - SP. Tel (15) 3244-3945 / WhatsApp: (15) 99750-8273

  • White Facebook Icon

A utilização da pele de tilápia, em pró da saúde.

November 21, 2016

Há alguns dias, uma boa notícia foi publicada. Pesquisadores do Ceará, desenvolveram um curativo biológico, a partir da pele do peixe tilápia como alternativa no tratamento de lesões feitas por queimadura. 

 

Cerca de trinta pacientes do Centro de Queimados do Instituto Dr. José Frota (IJF), em Fortaleza, participaram do estudo. Segundo o cirurgião plástico Edmar Maciel, que é cirurgião plástico coordenador da pesquisa, a utilização do curativo, oferece inúmeras vantagens frente ao tratamento tradicional.

 

"Na rede pública do Brasil, o tratamento de queimaduras é feito com uma pomada ou creme à base de sulfadiazina de prata, que é um antimicrobiano. Essa pomada só age por 24 horas e a cada 24 horas tem que ser removida, num processo de limpeza da área com sabão apropriado e um curativo. Isso causa dor ao paciente que tem de tomar anestesia ou analgésicos, interferindo no processo de cicatrização", explica o médico.


"O que a pele faz, e isso não é específico da pele da tilápia - outras peles como a humana, como a pele do cão, do porco - é aderir ao leito da ferida. Grudando, faz um tamponamento do leito e, com isso, evita a contaminação de fora para dentro da ferida. Isso evita que o paciente perca líquidos (plasma e proteína) e, com isso, não espolie o paciente. Aí sim, diminui a troca de curativos, a dor e o trabalho da equipe - que não tem que fazer limpeza e curativos diariamente - e, consequentemente, os custos do tratamento", ressalta.

 

Segundo o médico, o desenvolvimento de um curativo biológico com base em animais aquáticos é inédito no planeta, e já se encontra na segunda fase clínica, com testes em seres humanos, no tratamento de pacientes do Núcleo de Queimados do IJF. 

 

Até o momento, onze etapas ocorreram até a pesquisa ser apresentada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A primeira etapa clínica da pesquisa, iniciada em humanos sadios para estudar se a pele de tilápia causava alergia ou sensibilidade, teve excelentes resultados, segundo os pesquisadores.
Após aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa da Anvisa, o estudo em humanos queimados foi iniciado no IJF no segundo semestre deste ano.

 

Dos trinta pacientes com queimaduras de 2º grau que aceitaram receber o novo tratamento, 23 já tiveram alta hospitalar. Até o final de 2016, outros 30 deverão ser submetidos ao tratamento com o curativo biológico.⁠⁠⁠⁠ 

 

 

 

Share on Facebook
Please reload

Destaques

Reprodução do Black Bass & a Pescaria

17/08/2016

1/1
Please reload

Posts Recentes

Please reload

Arquivos